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Perguntas e respostas

Cílios: como você cuida dos seus? Nossa dermatologista trouxe algumas dicas

Cuidar dos cílios vai muito além da estética, afinal, em conjunto com as pálpebras, eles ajudam a proteger nossos olhos. A pálpebra faz o papel de proteger e umidificar os olhos. Já os cílios evitam que partículas adentrem a região ocular. Então, além dos cuidados estéticos, o que devemos saber sobre eles, o que evitar e como cuidar diariamente?

Queda dos cílios

É muito normal que os cílios caiam, mas, muito cuidado, pois isso não pode acontecer de maneira tão excessiva. Eles caem em um ciclo normal, pois nascem, crescem, passam a enfraquecer e aí ocorre a queda. Qualquer coisa diferente disso, procure um dermatologista.

É necessário evitar esse tipo de situação desde sempre. O primeiro cuidado está relacionado à maquiagem, pois ela intensifica a perda de cílios, seja por questões alérgicas, ou mal uso. Para evitar o problema:

– Não durma com maquiagem

– Cuidado com o curvex, pois ele pode quebrar os fios. Ao utiliza-lo, faça isso sempre antes da máscara de cílios

– Não utilize maquiagens fora do prazo de validade

– A aplicação e remoção de cílios postiços enfraquece os fios. Tente não usá-los com frequência.

Extensão de cílios: recomendado ou não?

Esse é um procedimento já bem comum entre grande parte das pessoas, que consiste na colagem de fios artificiais, alongando o cumprimento dos cílios naturais. Um dos pontos favoráveis é que ao fazer o procedimento, a máscara para cílios passa a ser dispensável. Para a saúde da pele e dos cílios, isso é muito positivo.

Por outro lado, a técnica ainda é muito polêmica e algumas pessoas já relatam problemas após a aplicação. Na verdade, a cola utilizada na técnica pode causar algum tipo de alergia, infeccionar a região, ou então os fios aplicados podem acabar obstruindo a raiz e comprometendo os fios naturais.

Então, antes de realizar essa técnica é importante consultar seu dermatologista para entender todos os riscos e procurar um especialista para a aplicação, que domine a técnica, assegure a qualidade dos produtos utilizados e assepsia correta de todo o material e saiba sobre os problemas que a má aplicação pode gerar.

Cuidados diários com os cílios

Assim como os cuidados com os nossos cabelos, pele e unhas, os cílios também merecem atenção especial para que cresçam de forma sadia. Para isso, pratique diariamente:

– A remoção da maquiagem de forma delicada com algodão e produtos específicos, pra evitar que sejam quebrados ou arrancados pelo atrito.

– Limpeza dos fios com produtos dermatologicamente testados ou com shampoo infantil, que também é oftalmologicamente indicado.

– A hidratação e nutrição dos fios também é importante, mas cuidado com as receitas que escuta por aí. Consulte sempre seu dermatologista.

 

Já ouviu sobre alguma técnica ou dica para os cílios e gostaria de verificar sobre sua veracidade com nossa dermatologista? Envie sua pergunta ou comentário!

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Perguntas e respostas

O pano branco no verão é muito comum; confira dicas e tratamentos

Faltando menos de 1 mês para o fim do Verão, e passado o tempo de festas, carnaval e praia, o que sobram são as lembranças das viagens e os resquícios na pele: além do bronzeado, há quem tenha adquirido alguns problemas, como a insolação, por exemplo. Outro problema muito comum no verão é a pitiríase versicolor. Já ouviu falar? E pano branco, conhece?

Para quem ainda não conhece, a pitiríase versicolor, ou pano branco, é a famosa micose de praia, percebida por causa das manchas brancas na pele. É um tipo de micose superficial, que aparece em condições  como o calor e a umidade. Por isso, é tão comum na praia e nessa época do ano.

Como identificar o pano branco?

A princípio, você pode identificar o pano branco pelas manchas, que costumam ter formato redondo ou oval, com escamas finas, em regiões como as costas ou  o tronco. Apesar de se chamar pano branco, as manchas podem ter a coloração branca, vermelha ou castanha. São indolores e não causam problemas maiores, mas podem coçar.

O diagnóstico mesmo deve ser feito através de exame de pele, por um dermatologista. Há várias formas de se identificar através do exame, como através da lâmpada Wood, raspagem e até biópsias, em casos mais complicados.

Dá para evitar o pano branco?

Conhecendo os fatores que levam ao pano branco, a melhor forma de evitar essa doença é evitando o calor e umidade na pele. Então, prefira roupas mais leves e arejadas, e tecidos não sintéticos, de preferência algodão. Não  esqueça de se secar muito bem após o banho, sem esquecer da virilha, entre os dedos e as axilas. Outra dica que serve especialmente nessa época do ano, é a de não passar muito tempo com roupa molhada quando estiver na praia ou piscina, e também evitar produtos oleosos no corpo, que aumentam as chances deste tipo de micose surgir.

Se você já fez o tratamento para o pano branco, também precisa dar atenção para a “manutenção” desse tratamento. Em algumas pessoas, o problema pode reaparecer logo depois de ser tratado. Consulte seu médico e planeje com ele os medicamentos que poderá tomar para evitar que o problema volte.

Outra dica para quem já teve pano branco é utilizar algum xampu anti-micótico. Vale conversar sobre isso com seu dermatologista também, evite utilizar qualquer coisa por conta própria.

O que fazer para trata-lo?

As manchas do pano branco têm duas características principais: a descamação e a coloração ou descoloração. O tratamento pode ser tópico ou oral (dependendo da extensão) e vai tratá-la em poucos dias, porém a questão da coloração leva um pouco mais de tempo para ser resolvida, em média 3 meses.  Nesse caso, se expor moderadamente ao sol – quando as manchas são brancas – pode ajudar a voltar à cor normal mais facilmente. Lembre-se que isso deve ser feito com o uso do protetor solar e de forma muito moderada, respeitando os horários indicados para a exposição solar.
E você, já fez algum tratamento para pano branco ou tem alguma dúvida sobre o problema? Fique à vontade para enviar sua dúvida para a nossa dermatologista!

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Acido glicólico: conheça os benefícios desse rejuvenescedor

Semanalmente, recebemos perguntas sobre o que fazer e como tratar casos como rugas, manchas e outras questões relacionadas ao envelhecimento da pele. Como não podemos receitar medicamentos sem examinar cada caso, damos dicas de ativos e tratamentos que você pode consultar um dermatologista para saber se é indicado para o seu problema. 

Hoje, decidimos falar sobre um ácido que é bem utilizado entre as mulheres que buscam uma real renovação da pele, aliado a muitos outros benefícios e que ainda não é de conhecimento de muitas pessoas: o ácido glicólico.

Mas o que é e de onde vem o ácido glicólico?

Esse tipo de ácido é derivado de alguns vegetais doces, como no caso da cana de açúcar, por exemplo. Suas propriedades são basicamente hidratantes, clareadoras de manchas, esfoliantes e rejuvenescedoras. Então, pode ser indicado em diversos casos e costuma fazer muito bem para a pele.

Par que serve e em quais casos costuma ser indicado?

De forma prática, o ácido glicólico quebra células mortas da camada superficial da pele, afinando a queratina. Removendo essas células mortas, ele acaba facilitando a ação de outras substâncias na pele, como os hidratantes. Essa esfoliação que ele promove na pele, ajuda a clareá-la e até a estimular a produção de colágeno.

Sabendo disso, o ácido glicólico pode ser indicado em diversa situações, como no rejuvenescimento da pele, como já dissemos, além do clareamento de manchas, tanto de acne como as de melasma e de sol. Também ajudam a tornar a pele mais sedosa, pois afinam a queratina, e no tratamento de estrias. Todos esses fatores ajudam e muito a tornar a pele mais saudável, viçosa e mais bonita.

Como é o tratamento com o ácido glicólico?

Esse ácido geralmente é muito utilizado em peelings, mas também pode ser encontrado em forma de loções e cremes. Os produtos que contém ácido glicólico podem ser manipulados, seguindo orientações do seu dermatologista. Então, ele é quem dirá qual é a melhor opção para o seu caso.

Porém, além dessas opções, há também produtos comerciais, facilmente encontrados, que possuem o ácido em sua composição. Nesses casos, o ácido glicólico apresenta baixa concentração, então podem ser vendidos sem prescrição médica. Mesmo nesses casos, sugerimos que o uso seja feito com o acompanhamento e indicação de ser dermatologista, pois podem causar irritação e vermelhidão e o acompanhamento médico é essencial.

Há algum caso em que seu uso não é recomendado?

Como o ácido glicólico tem o poder de afinar a pele, não é recomendado o uso em peles muito sensíveis ou fragilizadas, como as recém depiladas, que não possam aguentar a ardência e possível irritação. Também não recomendamos o uso sem indicação do seu dermatologista, como dissemos anteriormente.

 

É valido lembrar que, como ácido, ele provoca irritação na pele, tornando-a mais frágil. Assim, logo após o seu uso, alguns cuidados devem ser tomados, como evitar a exposição ao sol e usar o protetor solar corretamente.  Fale com seu dermatologista sobre a possiblidade de um tratamento com a ajuda desse ácido.

Se tiver alguma dúvida, fique à vontade para fazer sua pergunta para a nossa dermatologista!

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Pele depois da folia de Carnaval: como cuidar?

Em época da Carmaval, as pessoas tem abusado, cada vez mais, das tintas, cores e especialmente do glitter, uma moda que veio pra ficar. Ele tem tudo a ver com o carnaval e a cada ano aparece uma novidade no uso do glitter e purpurina.

Porém, além do uso dessas cores e brilhos, outro assunto em pauta é: como remover tudo isso da pele? Além de muito difícil, a remoção dos brilhos e pinturas podem acabar irritando e agredindo a pele e o cabelo. Hoje, trouxemos algumas dicas de como remover esses resquícios de carnaval sem maltratar a pele, e como trata-la após a folia.

Glitter e tinta: quais são os cuidados?

É praticamente uma regra utilizar esses produtos no carnaval e parece que a folia perde um pouco do brilho sem eles, literalmente. No entanto, é bom lembrar que eles possuem corantes e substâncias que podem desencadear reações alérgicas em algumas pessoas.

Por isso, antes de comprar, é bom se atentar a produtos e marcas que tenham alguma procedência, porém, isso também não livrará as pessoas de algumas reações e irritações na pele. De modo geral, é bom evitar as áreas onde a pele é mais fina, como a região dos olhos e boca, além do nariz. Evite passar também em regiões onde a pele esteja irritada. Indicamos usar sempre uma preparação na pele, antes de aplicar glitter e tinta, como o uso de base, para formar ao menos uma proteção. Além disso, é importante lembrar que tinta e glitter devem ser próprios para o uso na pele, evite comprar os de papelaria.

Nesse Carnaval, muito se falou também do uso do glitter ecológico, uma opção sustentável. Além de ser inofensivo ao meio ambiente, ele também acaba sendo mais amigo da pele, já que o produto mineral acaba não contendo substâncias nocivas.

Agora que passou o Carnaval, como remover glitter e tintas?

Passado o período de folia, o que mais se fala agora é em soluções para remover tintas e brilhos que, em alguns casos, insistem em ficar no corpo e cabelo por muitos dias. Quem apostou no glitter ecológico não terá muitas dificuldades em removê-lo, uma vez que ele sai facilmente apenas com água e sabão e o uso de um demaquilante.

Para quem optou pelo brilho comum, que contém plásticos, a remoção é um pouco mais difícil e alguns resquícios insistem em ficar. Nesse caso, é preciso apostar em algo além da água e sabão, como óleo de côco, aplicado com uma esponja mais macia.

Também vale utilizar demaquilantes bifásicos e água micelar, que costuma remover algumas impurezas da pele sem agredir. Tome muito cuidado para não esfregar a pele com glitter e gerar mais uma agressão.

Cuidado com a pele pós-Carnaval

Primeiro, precisamos avisar sobre um cuidado que pode servir para o próximo carnaval, ou para quem ainda está frequentando os bloquinhos de rua. Esse cuidado, na realidade, deve ser tomado todos os dias, mas reforçado também nessa época: prepare a ele sempre com protetor solar.

Após o carnaval, e depois de remover a tinta e o glitter, o foco é na hidratação. Por isso, opte por cremes hidratantes que tenham ação antioxidante e anti-inflamatória, com ativos como a Vitamina E, Vitamina C, entre outros. Cremes e máscaras hidratantes, além de cuidar, podem ajudar a eliminar o aspecto de cansaço pós carnaval.

Para os cabelos, os cuidados devem ir além da hidratação. Antes de qualquer coisa, para remover muito bem cada substância utilizada nos dias de folia, ou produtos utilizados que contenham álcool e outras substâncias, utilize um shampoo anti-resíduos que conseguirá fazer uma limpeza mais profunda. Após isso, aposte sim na hidratação, mas também na nutrição e reconstrução dos fios, que além de sofrerem com os danos dos produtos utilizados, também sofreram com o sol.

 

Em casos de alergias aos produtos utilizados no período de carnaval, procure imediatamente um dermatologista.

E você, ainda tem muito glitter pelo corpo e cabelo e vai aproveitar as dicas que demos hoje? Utilize e conte para a gente se deu certo. Se tiver alguma outra dúvida, fique à vontade para enviá-la para a nossa dermatologista!

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Dermatologista responde: qual é o tratamento para espinha interna?

Quem tem acnes, sabe que não é uma situação fácil de lidar, especialmente nas mais inflamadas. Já a espinha interna, aquele processo inflamatório como a acne comum, porém, que não rompe a barreira da pele, causa uma sensação de dor extrema e é uma situação muito incômoda. O incômodo se dá também, especialmente, por não ser possível eliminar a espinha, já que ela não apresenta uma erupção, apenas o inchaço local e dor.

Já falamos por aqui sobre como essas lesões inflamatórias acontecem e qual a melhor forma de lidar com elas. Recebemos também muitas dúvidas de leitores sobre o tratamento das espinhas. Selecionamos algumas dúvidas importantes sobre o tema, e dúvidas dos leitores, com as respostas de nossa dermatologista. Confira:

Pode espremer uma espinha interna?

Dermatologista: Nunca se deve espremer as espinhas internas, nem apertar ou furar, pois isso pode piorar a inflamação. Deixe-a secar.

O que faz secar espinha interna?

Dermatologista: Em muitos casos são receitados antibióticos, ácidos e até mesmo sabonetes com propriedades secativas.

Queria saber qual o tratamento para espinha interna com inflamação. Fui ao médico e me receitou azitromicina, mas não melhorou. Meu rosto e costas estão cheios de espinhas enormes, inflamadas, com muito pus.

Dermatologista: A azitromicina é um dos medicamentos usados no tratamento, com bons resultados. A questão é que após isso é necessário um tratamento de prevenção, para que as espinhas não voltem. Converse sobre isso com sua dermatologista.

Acnezil gel é efetivo para espinha interna? Pode manchar a pele negra?

Dermatologista: Esse medicamento contém o peróxido de benzoíla, que é bom para o tratamento das espinhas mais inflamadas. As internas respondem melhor a outros produtos.

 

Tem alguma dúvida específica sobre as espinhas internas e seus tratamentos? Faça sua pergunta para a nossa dermatologista!

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3 cuidados essenciais para quem exagerou no sol

O bronzeado é uma consequência comum à exposição solar e, quando feito de forma progressiva e com o uso do protetor ideal, não apresenta grandes problemas à pele. Porém, a vermelhidão na pele após a exposição solar é sinal de que algo não aconteceu como deveria.

Além da exposição solar sem proteção, há também a exposição sem a proteção correta. Nessa semana, explicamos aqui como funciona o processo de proteção contra raios UVA e UVB e como se proteger de cada um deles.  É de extrema importância saber identificar o ideal para a sua pele e reaplicar o filtro no tempo correto. Você pode contar com a ajuda de um dermatologista para entender qual deve ser o FPS correto para você.

Mas, se você errar na proteção e estiver passando por uma situação de vermelhidão e escamação, quais são os 3 passos mais importantes? Confira:

1. Acalme a pele

Às vezes, não percebemos o quão vermelho estamos durante o sol, mas, algum tempo depois, é possível ver o tamanho do problema que ganhamos. Então, o que fazer agora?

O primeiro cuidado a ser tomado é o banho gelado, pois a água nessa temperatura impedirá um pouco que a pele resseque e ajudará a aliviar a dor e queimação. Tente não tomar banho com água quente, nem usar sabonete, pois podem piorar o ressecamento da pele.

2. É hora de cuidar com calma da pele queimada

Depois disso, o ideal é abusar do hidratante, de preferência logo após o banho, quando ela absorverá melhor as propriedades do seu creme. Além disso, também é importante investir nos cremes com ativos que acalmarão a pele.

Vale lembrar que essas medidas ajudarão a não piorar o quadro e a diminuir a dor da queimadura solar, mas a pele não deixará de ficar vermelha tão rapidamente, pois ela precisa de um tempo para se recuperar. Portanto, o mais importante nesse momento, além de manter os cuidados, é não se expor ao sol até que ela esteja recuperada. Em caso de insolação, procure por um médico.

3. Comecei a descamar. O que fazer?

Nesse caso, quando a pele está prestes a descamar, é possível saber. Ela fica com aspecto bem ressecado e fragilizado, além de aparecer algumas bolhas. Isso acontece porque a pele está bem danificada e precisa ser renovada, para continuar te protegendo. É importante nunca provocar essa pele, furando as bolhas ou puxando a pele que está descamando. Essas bolhas têm uma função: elas protegem a nova pele que nascerá onde sofreu a queimação, portanto, deixe seu corpo recuperar sozinho. Sempre que puxamos a pelinha, expomos a camada de baixo, que ainda não está pronta para oferecer a proteção essencial. Nessa fase, continue abusando do hidratante.

Por que é importante evitar essa situação?

Além de todos esses problemas, do ardor e da aparência da pele após sofrer uma queimadura solar, essa descamação é um sinal da morte das células naquela região.  A recuperação pode acontecer de forma satisfatória, assim como também pode gerar uma desordem na regeneração celular, causando problemas como o câncer de pele, a degradação do colágeno e o envelhecimento precoce como consequência. Por isso, seja pela saúde, ou pela estética, a melhor opção sempre será se bronzear de forma saudável e com o uso e reaplicação do filtro solar!

 

E você, já sofreu com as queimaduras? Tem alguma dúvida? Fale com nossa dermatologista!

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Diferenças entre raios UVA e UVB: você conhece?

Todo mundo já ouviu falar sobre os raios UVA e UVB e grande parte das pessoas já entendeu a importância de se proteger todos os dias dessa radiação. Mas, será que todo mundo realmente conhece esses raios e a forma como agem? Qual é a diferença entre eles e de que forma podemos nos proteger melhor conhecendo essas diferenças? Vamos explicar isso hoje.

O que são os Raios UV?

Para entender a diferença entre UVA e UVB, precisamos entender primeiro o que são exatamente os Raios UV. Eles nada mais são que raios de luz emitidos pelo sol, invisíveis ao olho humano, mas com grande efeito sobre a pele. Quando falamos em UVA e UVB, estamos falando sobre os tipos de raios. Há também os raios UVC, que são os tipos mais perigosos entre os três, porém são filtrados pela camada de ozônio. Portanto, a superfície da Terra não tem contato com esses raios.

Raios UVA

Esses são os tipos de raios que conseguem atingir as camadas mais profundas da pele. Inclusive, são eles os principais causadores de problemas de pele, como o envelhecimento, manchas, danos, doenças.

Além de ser o tipo de raio UV que penetra mais profundamente a pele, eles também são mais perigosos por outros dois motivos: primeiro, porque aparecem até em dias nublados, quando o sol não aparece, porque conseguem atravessar as nuvens, portanto são mais frequentes que os raios UVB. O outro motivo é que eles são totalmente indolores, diferentemente dos raios UVB, que podemos senti-los e “ardem” ao tocar a pele.

Raios UVB

Já os raios UVB atingem as camadas mais superficiais e são aqueles que deixam a pele avermelhada, bronzeada ou com queimaduras, dependendo do tempo de exposição ao sol.

Esses atingem a Terra em menor intensidade, diferentemente dos raios UVA, pois são bloqueados pelas nuvens e outras barreiras, como os vidros, por exemplo.  Porém, quando em maior intensidade, eles também podem causar queimaduras, reações alérgicas, entre outros problemas, então, também devemos nos proteger desse tipo de raio.

FPS e PPD corretos

Conhecendo as diferenças entre UVA e UVB, tem outra informação que também é muito importante: você sabia que o FPS, ou seja, o Fator de Proteção Solar indicado na embalagem, significa o nível de proteção apenas contra os raios UVB? Ou seja, é preciso procurar na embalagem se ele também oferece algum tipo de proteção contra os raios UVA, já que são diferentes.

O número do FPS indica por quanto tempo você pode se expor ao sol, antes de começar a se queimar. Então, por exemplo, com o FPS 15 você pode se expor por 150 minutos. Depois disso, é necessário passar o filtro solar novamente. Logico que esse tempo de exposição dependerá também da sua cor de pele, sendo menor para as peles mais claras.

Mas, se o FPS significa o fator de proteção solar apenas para os raios UVB, então, como saber qual é o fator de proteção para os raios UVA? Nesse caso, é preciso verificar na embalagem se o produto oferece o fator de proteção PPD, que representa a proteção da pele contra a incidências dos raios UVA. O dois possuem certa relação, sendo que o PPD ideal representará cerca de 1/3 do FPS. Por exemplo, se o seu FPS ideal for o 15, o PPD deve ser, no mínimo, de 5.

Portanto, é muito importante analisar se o protetor solar protege contra os dois tipos de raios, afinal, os raios UVA prejudicam nossa pele o ano inteiro e são mais graves.

 

Ficou com alguma dúvida sobre os fatores de proteção ou sobre os problemas resultantes de cada tipo de raios UV? Fique à vontade e envie sua pergunta para a nossa dermatologista!

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Dermatologista Responde: qual é o melhor tratamento para o bigode chinês?

Provavelmente, esse termo é muito familiar a você. Porém, se você nunca ouviu falar no temido bigode chinês, ao menos deve saber como ele é: chamamos de bigode chinês o sulco que vai do nariz ao canto da boca, dos dois lados, formando um “bigode” chinês. São as marcas do tempo e de expressão que se formam ali naquela região.

A situação é comum, mas, muitas pessoas não sabem como tratar. Recebemos algumas dúvidas sobre o tratamento do bigode chinês. Confira e tente sanar as suas também. Se quiser enviar alguma pergunta, envie-a para a nossa dermatologista!

Gostaria de saber se tem um tratamento com cremes para bigode chinês, ou só aplicação de botox?

Dermatologista: Os tratamentos do bigode chinês variam em função da intensidade dele, podendo ser preenchimento e fios de sustentação pra rugas leves e até cirurgia plástica se forem muito profundos.

Gostaria de saber se uma pessoa com 24 anos pode usar o fio de sustentação se tiver bigode chinês e bochechas caídas.

Dermatologista: Pode sim, a indicação não está na idade, e sim se há bigode chinês ou não.

Tenho 44 anos e tenho bigode chinês, que já está bem acentuado. Quanto custa pra fazer um preenchimento nessa área, caso eu não tenha condições financeiras pra fazer esse procedimento, existe outra alternativa?

Dermatologista: Os valores variam muito, dependendo do produto que é utilizado e também da quantidade usada na aplicação. Os fios de sustentação ajudam bastante também, pois “puxam” a pele que está flácida para cima melhorando o bigode chinês.

Tenho muitas marcas de acne e algumas linhas finas, tipo bigode chinês e linhas ao redor dos olhos. O ácido seria indicado para esse caso? Pode ser usado na área ao redor dos olhos também?

Dermatologista: Para as marcas de expressão ao redor dos olhos a toxina botulínica é a melhor opção, enquanto que o bigode chinês melhora bastante com o preenchimento com ácido hialurônico.

Quais são as opções, além do preenchimento, para resolver o tal do bigode chinês?

Dermatologista: Fios de sustentação e cirurgia plástica (se o bigode chinês for muito profundo) também são opções de tratamento.

Tenho linhas finas e bigode chinês, qual creme devo usar?

Dermatologista: O tratamento depende da intensidade do bigode chinês. Rugas leves podem melhorar com preenchimentos, fios de sustentação (que “puxam” a pele da face para cima”. Mas se a flacidez for intensa, o melhor tratamento é a cirurgia plástica.

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Fitofotomelanose: descubra o que é e saiba como evitar

Esse termo tão grande esconde um fato muito comum e que todos já passaram, ao menos uma vez na vida. Aliás, é agora, no verão, onde mais acontecem os casos de fitofotomelanose, por isso, algumas dicas e alertas são imprescindíveis.

O que é a fitofotomelanose?

Para quem não sabe, a fitofotomelanose é a reação na pele, sentida como uma queimadura, que é causada pela reação de um composto conhecido como “furocumarínicos”, que podem ser absorvidas pela pele.  Esse composto pode estar presente na polpa de alimentos cítricos, como a laranja, o limão, tangerina, morango e figo, por exemplo.  Ao tocar a pele e ser exposto ao sol, ele reage gerando uma irritação e aumentando a pigmentação da pele naquela região. Ou seja, são as famosas manchas que ficamos na pele quando tomamos um sorvete de limão na praia, ou aquela caipirinha ou suco, por exemplo.

Além dessas, outras substâncias também podem causar essas manchas quando expostas ao sol, como os refrigerantes e até o perfume. Nesses casos, chamamos de fotomelanose.

Dá para evitar o surgimento das manchas? Há perigo?

Nesse caso, para evitar as manchas é preciso evitar a situação em si. Ou seja, não tome ou coma nada com frutas cítricas enquanto estiver ao sol. Se tomar, evite o contato direto com o sol. É bom lembrar também que lavar o local com água pode não ajudar na prevenção das manchas, portanto, o melhor mesmo é evitar. Como vimos, evitar utilizar perfumes, especialmente na praia, também ajuda a evitar as manchas.

É importante dizermos que a mudança na pigmentação causada pela fitofotomelanose não apresenta nenhum risco e as manchas tendem a desaparecer gradativamente, de forma espontânea. Se preferir, o uso de algum despigmentante pode ajudar no processo de clareamento da mancha.

Em casos extremos, a depender da quantidade da substância causada na pele, o tempo em que ficou exposto ao sol, entre outros fatores, pode haver algumas reações mais intensas, como bolhas, manchas vermelhas e dores, como ardência, por exemplo. Nesses casos ou em casos onde a mancha não aparente melhora natural, você deve procurar um dermatologista.

E você, já passou por essa situação? Ficou com alguma dúvida? Então, mande a sua pergunta para a nossa dermatologista clicando aqui!

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Envelhecimento intrínseco e extrínseco: saber diferenciá-los pode evitar o envelhecimento precoce

Envelhecer é um processo totalmente natural e que todos passarão. Quando somos mais jovens, nossas células somáticas são sempre substituídas por novas, o que deixa de acontecer com o passar dos anos. É um desgaste natural das células, que ocasiona o envelhecimento do corpo. Portanto, independente do que você faça, esse é um processo do qual não podemos fugir.

Apesar disso, é importante saber que nosso corpo – e, consequentemente, nossa pele – além de envelhecer por motivos naturais, também envelhece por fatores externos. Esses fatores externos acabam acelerando esse processe natural, o que chamamos de envelhecimento precoce. Assim, dividimos os fatores de envelhecimento como envelhecimento intrínseco e envelhecimento extrínseco. O que é cada um deles e em qual podemos interferir?

Fatores intrínsecos

Os fatores intrínsecos, como dissemos, são os fatores cronológicos, dependentes da nossa genética, do passar dos anos, dos nossos hormônios, do estresse oxidativo e até dos níveis de glicose no sangue. Eles são naturais e não podemos evitá-los.

Fatores extrínsecos

Já os fatores extrínsecos têm muito mais a ver com nossos hábitos de vida e fatores ambientais. Ou seja, se você costuma se expor muito ao sol sem proteção, se pratica ou não exercícios físicos, ou se você se alimenta bem. Também vale lembrar sobre o nosso contato com as toxinas ao longo da vida. Nesse grupo, podemos incluir o cigarro, o álcool, os poluentes do ar, entre tantos outros que podem acelerar o processo de envelhecimento da pele. Esses são os fatores que podemos evitar com alguns cuidados ao longo da vida.

Como prevenir o envelhecimento precoce?

Como podem perceber, envelhecer é um processo natural, mas que é acentuado por muitas causas que podemos controlar. Portanto, é possível sim tomar providências com relação ao envelhecimento quando falamos dos fatores extrínsecos.

A primeira delas, sem a menor dúvida, é o uso do filtro solar, como sempre frisamos aqui. Seja nos dias de sol ou de chuva, os raios UV são constantes e diários. Aliás, além de prevenir o envelhecimento cutâneo precoce, o protetor solar ajuda a prevenir doenças e, em alguns casos, é a única forma de controlar outras.

Dessa forma, fica claro que a prevenção é a melhor maneira de evitar o envelhecimento. Além do protetor diário, beber água com frequência mantém seu organismo hidratado e facilita que seu corpo elimine toxinas que aceleram esse processo.

Também conseguimos nos livrar das toxinas removendo os resíduos da pele, limpando-a pela manhã e pela noite, além de abandonar vícios como o tabaco e o álcool, por exemplo.

Tratamentos

O creme antienvelhecimento, comumente usado por grande parte das pessoas, até consegue minimizar os efeitos do tempo na pele, mas não pode reverter todos esses sinais.

Além dele, as pessoas procuram muito por tratamentos que oferecem resultados mais rápidos, em um curto espaço de tempo. São eles os lasers, luz pulsada, preenchimentos, radiofrequência, entre outros. Nesses casos, o dermatologista deve ser consultado e dirá qual é o mais indicado para a sua pele.

O ideal é entender que todos nós iremos envelhecer e esses sinais são marcas de uma vida toda, mas podemos escolher por envelhecer no tempo certo e de maneira mais saudável!

Se você ficou com alguma dúvida, ou gostaria de fazer algum comentário, fique à vontade para comentar nessa matéria ou enviar sua pergunta clicando aqui!